domingo, 1 de junho de 2014

BRASIL X PANAMÁ EM GOIÂNIA HERANÇA MALDITA DA ERA RICARDO TEIXEIRA

Dívida de Ricardo Teixeira com governador Perillo faz a Seleção enfrentar cidade dominada por grevistas. Marin não teve como fugir da ‘herança’ e o Brasil vai para o olho do furacão: Goiânia…

1cbf 1024x623 Dívida de Ricardo Teixeira com governador Perillo faz a Seleção enfrentar cidade dominada por grevistas. Marin não teve como fugir da herança e o Brasil vai para o olho do furacão: Goiânia...
Teresópolis...
A sombra de Ricardo Teixeira domina o amistoso contra o Panamá.
José Maria Marin teve de inventar uma partida em Goiânia.
Para compensar promessas feitas pelo ex-presidente da CBF.
O governador Marconi Perillo havia deixado tudo certo.
Goiânia perdeu a Copa para Brasília.
Mas seria sede da preparação brasileira ao Mundial.
Em vez da gelada Teresópolis, Goiás.
E mais, a cidade seria uma das sedes da Copa América de 2015.
Só que Teixeira caiu.
Os sonhos de Perillo morreram.
Marin quis a Granja Comary como base para o Mundial.
A Copa América não acontecerá mais no Brasil no ano que vem.
O país abriu mão.
Já tem problemas de sobra com a Copa do Mundo e Olimpíada em 2016.
Marin, no entanto, quis pagar a dívida moral com Goiânia.
E fechou o jogo contra o Panamá nesta terça-feira.
É uma das cidades menos recomendadas para amistosos da Seleção.
Goiânia está dominada pelas greves.
Agentes de trânsito, guardas civis e professores.
As três categorias prometem protestar contra a Copa.
E tentar atrapalhar os deslocamentos do Brasil.
Usar toda atenção nacional com o jogo.
E divulgar a paralisação.
Os jogadores e Felipão já sabem o que os espera.
Todos deverão evitar críticas aos grevistas.
Para não estimular o confronto.
Se fosse possível, o amistoso seria cancelado.
Ou transferido para outra cidade.
Mas as vendas dos ingressos já acontecem.
E seria um grande desgaste para Marin.
Pelas circunstâncias, o jogo servirá como outro teste.
Para provar o sistema de proteção à Seleção.
Envolvendo polícia e Exército.
A presidente Dilma ficou irritadíssima com o que aconteceu no Rio.
Quando professores grevistas tiveram acesso ao ônibus da Seleção.
O chutaram e socaram.
Além de xingar e fazer gestos obscenos aos jogadores.
Colaram ainda vários adesivos 'não vai haver Copa'.
Foi caótica a apresentação da Seleção para o Mundial.
2ae Dívida de Ricardo Teixeira com governador Perillo faz a Seleção enfrentar cidade dominada por grevistas. Marin não teve como fugir da herança e o Brasil vai para o olho do furacão: Goiânia...
Jornais e sites de todo o planeta divulgaram a cena.
Dilma ordenou que não quer nada parecido.
O policiamento será reforçado.
Desde o primeiro momento que o Brasil chegar a Goiânia.
Até a hora de partir.
Inclusive com membros do Exército infiltrados na delegação.
A psicóloga Regina Brandão avisou a Felipão.
A preparação dos atletas deve ser cuidadosa.
Esse clima hostil de parte da população ao Mundial pode afetá-los.
O treinador tem feito o que foi indicado.
Insistido com os atletas que a rejeição é com os gastos do Mundial.
Não tem nada a ver com eles.
E que o povo 'está com a Seleção'.
"Precisamos e vamos separar as coisas
As manifestações não são contra nós.
Mas reivindicações de setores que buscam melhor qualidade de vida.
Nós somos jogadores e estamos aqui para disputar a Copa.
Sabemos que o Brasil tem alguns problemas.
Respeitamos o direito que todos têm de protestar.
Só queremos jogar futebol."
As declarações de David Luiz serão o exemplo a ser seguido.
Nada de os atletas comprarem brigas com os manifestantes.
A tensão já deve começar no final da noite.
A Seleção sai daqui do Rio às 20h30 em vôo fretado.
Deverá chegar perto das 22h30.
A ida até o hotel já é preocupante.
Tudo ficará pior na tarde de segunda-feira.
O treinamento será aberto ao público no Serra Dourada.
As autoridades policiais goianas estabeleceram um máximo.
Serão 20 mil pessoas terão acessoa ao estádio.
A própria policia local tem certeza.
Haverá protestos nas arquibancadas.
Foram liberadas bandeiras e faixas.
Isso não importa tanto quanto o deslocamento do time.
O pior está marcado para a terça-feira às 16 horas.
Sindicatos tentarão uma greve geral em Goiânia.
O mote será "Da Copa eu Abro Mão.
Quero Saúde, Transporte e Educação."
Radicais garantem que farão o máximo para impedir o jogo.
Os atletas brasileiros acompanham as notícias pela Internet.
E Felipão os tenta acalmar.
Sabe que R$ 2 bilhões foram investidos em segurança neste Mundial.
E ela será posta já em ação em Goiânia.
O teste promete até ser mais difícil do que o jogo.
A seleção do Panamá é muito fraca.
Foi escolhida apenas por ter estilo parecido com o mexicano.
Há reclamação do torcedores pelos preços dos ingressos.
Custam entre R$ 100,00 e R$ 280,00.
O exilado Ricardo Teixeira não imaginaria.
Mas sua dívida moral com o governador Perilo expõe a Seleção.
O Brasil enfrentará uma cidade em greve.
E com sindicalistas querendo usar a atenção que o jogo desperta.
Tensão desnecessária.
Principalmente a 11 dias do início de uma Copa do Mundo.
"Sabíamos que essas manifestações poderiam acontecer.
Estamos preparados", garante David Luiz.
Tudo será colocado à prova hoje no desembarque.
Na cidade dominada pelos grevistas.
Goiânia, o olho do furacão...

1reproducao1 Dívida de Ricardo Teixeira com governador Perillo faz a Seleção enfrentar cidade dominada por grevistas. Marin não teve como fugir da herança e o Brasil vai para o olho do furacão: Goiânia...

VAMOS COMEÇAR MAIS UMA NOVELA: DIEGO LUGANO E SÃO PAULO

Há alguém que conhece muito bem Lugano.

Não perdeu contato com o uruguaio dede que ele foi embora.
Desde 2006, os telefonemas ou mensagens são constantes.
Com direito a visitas.
O zagueiro é muito grato por todo o apoio.
Ele foi contratado em 2003.
Chegou ao Morumbi cercado de desconfiança.
Por ser sido comprado por Marcelo Portugal Gouvea.
O então presidente ouviu Juan Figer.
Seu amigo pessoal, o empresário o levou ao Uruguai.
E garantiu que havia um jogador que faria história no São Paulo.
Marcelo Portugal gostou da determinação, raça, vibração.
Ele pertencia ao Nacional de Montevidéu.
Mas estava emprestado ao pequeno Plaza Colônia.
A equipe disputava um torneio classificatório à Libertadores.
Foi o segundo colocado.
Lugano aos 20 anos era capitão do time.
Marcelo Portugal se apressou e fechou sua contratação.
Sem dar satisfação a ninguém no clube.
Principalmente ao técnico Oswaldo de Oliveira.
Diego logo virou "o jogador do presidente".
1ae Dinheiro não é problema para o São Paulo não contratar Lugano. Ele nunca recebeu na vida R$ 2,7 milhões por mês. Marco Aurélio Cunha. Tão amigo do uruguaio quanto Rogério Ceni...
Mas sofreu muito na sua adaptação ao Brasil.
O treinador não admitiu ter sido desrespeitado.
E Lugano não ficava nem no banco de reservas.
Foi nesse instante que se aproximou de Marco Aurélio Cunha.
Os dois travaram uma amizade enorme.
O então médico e gerente o acalmou.
Deu confiança.
Oswaldo caiu e logo o uruguaio começou a entrar no time.
Virou ídolo.
Oito anos depois está livre, sem clube.
Se desligou do West Browmwich.
Time pequeno que terminou na 17ª colocação do Inglês.
Escapou do rebaixamento.
"Falaram que ele foi dispensado. Na verdade foi ele quem quis sair. Teve várias contusões e não conseguiu jogar. O clube quis reformular o time e trocar os estrangeiros. O Diego também queria sair. Se estivesse jogando mal não seria capitão da Seleção Uruguaia que está para começar a disputar uma Copa do Mundo. Ele tem várias propostas e estudando para onde vai", revela Marco Aurélio.
2efe Dinheiro não é problema para o São Paulo não contratar Lugano. Ele nunca recebeu na vida R$ 2,7 milhões por mês. Marco Aurélio Cunha. Tão amigo do uruguaio quanto Rogério Ceni...
Pergunto se Lugano quer jogar no São Paulo.
"Ele adora o clube. Sabe o quanto foi feliz por aqui. Venceu Libertadores, Mundial. É ídolo de verdade da torcida. Jogador que se dá de corpo e alma onde o valorizam. Ele tem algumas propostas boas. É preciso saber se esta diretoria do São Paulo o quer. Cada hora falam uma coisa. Ele não pode é se oferecer."
Lembro que o maior obstáculo alegado seria o salário.
O presidente Carlos Miguel Aidar garantiu que seriam 900 mil euros.
Cerca de R$ 2,7 milhões.
"Não é nada disso. Você acredita que um zagueiro de 33 anos receberia R$ 2,7 milhões? Nunca. Isso é uma grande bobagem. Quem fala isso para a imprensa já está arrumando uma desculpa para não contratar. Há certas coisas no futebol que nunca mudam. Eu acho que quem perde com essa indefinição é o São Paulo."
Rogério Ceni defendeu ontem a contratação do zagueiro.
Seria um jogador capaz de seguir liderando o time após sua parada.
Ceni garante que se aposentará no final do ano.
Carlos Miguel tenta Felipe Melo.
Quer ver o volante como esse jogador de forte personalidade.
Capaz de motivar o time, cobrar os companheiros.
Ele é uma figura polêmica.
Coleciona problemas e cartões vermelhos.
Mas o ex-volante de Dunga é ídolo na Turquia.
No Galatasaray.
Há três temporadas o São Paulo tenta repatriá-lo.
Só que ele ganha muito dinheiro por lá.
Desta vez as fontes são confirmadas.
O próprio clube turco.
Ele recebe salários de R$ 900 mil mensais.
Tem contrato até o junho de 2016.
O Galatasay não aceita liberá-lo gratuitamente.
O único obstáculo para a contratação de Lugano é político.
A derrota na eleição do seu amigo Marco Aurélio Cunha.
Mas algo contornável caso Aidar realmente quiser ter o jogador.
"Eu sou suspeito para falar o que acho do Diego. Ele é um líder, jogador que entusiasma o time que defende. Tem uma história belíssima no São Paulo. Mas não sou eu o presidente. Sou apenas alguém que ama o clube e tem a sorte de ser amigo pessoal do Lugano. Se eu fosse dirigente sei o que faria. Como não sou, acompanho de longe. Sempre torcendo muito para o melhor do meu São Paulo e do meu amigo. Só repito uma coisa, Cosme. Dinheiro não é problema para o Lugano. Ele nunca ganhou R$ 2,7 milhões por mês. Isso é uma piada sem graça."

3afp Dinheiro não é problema para o São Paulo não contratar Lugano. Ele nunca recebeu na vida R$ 2,7 milhões por mês. Marco Aurélio Cunha. Tão amigo do uruguaio quanto Rogério Ceni...
POR: COSME RIMOLI:  BLOG DO COSME RIMOLI

PROJETO PÓS COPA NA ARENA CORINTHIANS: REVITALIZAR É A PALAVRA DE ORDEM DA CARTOLAGEM CORINTHIANA

Corinthians quer recuperar imagem da Arena.
Veja projeto pós-CopaAmpliar

Projeto pós-Copa para o Itaquerão8 fotos

2 / 8
Projeto pós-Copa para o Itaquerão mostra um estádio bem mais limpo, com estacionamento, entrada VIP, painéis, árvores e iluminações inexistentes atualmenteCoutinho, Diegues, Cordeiro/DDG
Os seguidos problemas na construção e preparação do Itaquerão para a Copa-2014 causam preocupação no Corinthians em relação a danos à imagem da arena. A avaliação é de que a negociação de propriedades do estádio pode ser afetada por essa má publicidade. Por isso, o clube tentará recuperar a fama do estádio para lucrar com ele no período pós-Copa.
Os problemas começaram com o acidente do final do ano em que morreram dois operários. E continuaram com os seguidos atrasos que deixaram o estádio inacabado para o Mundial.
Na estreia da arena, diante do Figueirense, houve problemas com chuva em assentos nobres, a falta de teste das arquibancadas provisórias e falta de iluminação na parte externa, além do aspecto de obra em volta do estádio.
Na partida deste domingo, diante do Botafogo, novamente não se poderá fazer um teste completo das instalações por falta de liberação de laudo, entre outros problemas. Só 40 mil lugares foram vendidos.
Na avaliação de responsáveis pelo estádio, um torcedor que pensasse em pagar caro por vários anos pelos lugares no setor oeste e leste poderia desistir ao ver a água que caiu na cabeça dos presentes. Isso apesar de que, no futuro, esses assentos estarão protegidos pelas pontas das coberturas que serão instaladas, o que não deu tempo de fazer para o Mundial.
O aspecto do lado de fora, com a falta de iluminação, também pode causar a impressão de que é assim que será quando os corintianos frequentarem em definitivo a arena. Por isso, o clube fica irritado com o fato de obras no entorno não estarem completamente conclusas.
Até a transmissão de televisão que será feita na partida deste domingo diante do Botafogo é vista como nociva. Afinal, a Fifa inverteu o lado das tvs que vão filmar contra o sol, o que pode atrapalhar a visão do estádio.
O Corinthians coleta sites internacionais que mostram a repercussão negativa sobre o Itaquerão. Então, entende que isso pode, sim, afetar o fundo comercial que venderá propriedades do estádio, com os direitos sobre nome, os assentos nobres, camarotes, etc.
Para reverter esse processo, o Corinthians prepara imagens do projeto de como ficará o Itaquerão pós-Copa. O que se vê nas imagens do álbum acima é um estádio bem mais limpo, com estacionamento, entrada VIP, painéis, árvores e iluminações inexistentes atualmente. É assim que a diretoria corintiana quer que a arena seja vista.
Isso será possível após novas obras da Odebrecht. Até acabamentos de luxo, que não foram instalados agora, serão colocados posteriormente. Assim, o Corinthians deixar de lado a cara de obra inacabada que tem atualmente a arena.

EDINHO FILHO DO REI PELÉ É CONDENADO A 33 ANOS DE CADEIA POR LAVAGEM DE DINHEIRO E ASSOCIAÇÃO AO CRIME

Edinho, filho de Pelé, é condenado a 33 anos de prisão por lavar dinheiro




Edson Cholbi do Nascimento, Edinho, filho de Pelé, foi condenado a 33 anos de prisão após ser acusado de lavagem de dinheiro procedente do narcotráfico. A informação é da rádio CBN.
A decisão foi tomada na última sexta-feira pela juíza Suzana Pereira da Silva, auxiliar da 1ª Vara Criminal da Praia Grande, no litoral de São Paulo. O ex-goleiro, que ainda faz parte da comissão técnica do Santos, poderá recorrer em liberdade.
Além dele outras quatro pessoas foram condenadas pela mesma prática. Eles são investigados desde 2005. Edinho é acusado de ter relações com Ronaldo Duarte Barsotti,  Naldinho, apontado como um dos maiores traficantes da região da Praia Grande.
Em 2005, inclusive, Edinho foi preso por causa desta suposta ligação. Na época, ele negou o envolvimento e disse que era apenas usuário. Um ano depois, no entanto, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro. Ele acabou preso por 47 dias.
Ao contrário de seu pai, Edinho não teve muito sucesso como jogador de futebol. Ele passou praticamente sua carreira inteira no Santos. 

MORRE MARINHO CHAGAS LATERAL DA SELEÇÃO DE 74 E DO SÃO PAULO

Lateral da seleção de 74, Marinho Chagas morre aos 62 anos em João Pessoa

Marinho Chagas, lateral da seleção brasileira de 19745 fotos

5 / 5
Sócrates e Marinho Chagas observam lance em clássico entre Corinthians e São PauloLeia mais Luiz Novaes/Folhapress

Marinho, que também fez história no Botafogo, foi internado na tarde deste sábado primeiramente em um pronto-socorro. O ex-jogador chegou ao local vomitando sangue após passar mal durante um evento de troca de figurinhas da Copa do Mundo, em uma banca de jornal da capital paraibana. Marinho dava autógrafos e conversava com os presentes quando teve o problema.O ex-lateral Marinho Chagas, que defendeu o Brasil na Copa de 1974, morreu na madrugada deste domingo. Ele estava internado no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, na Paraíba. Ele passou mal no sábado e, no hospital, foi diagnosticado com hemorragia digestiva. De acordo com informações da assessoria de imprensa do hospital, ele morreu por volta das 3h da manhã, aos 62 anos.

Recentemente, ele havia sido internado com problemas de alcoolismo e chegou a passar dez dias no hospital para se recuperar, como conta o site Que Fim Levou, de Milton Neves.
O velório de Marinho Chagas acontece neste domingo, no estádio Frasqueirão, em Natal. 
RELEMBRE A TRAJETÓRIA DE UM DOS GRANDES JOGADORES DA SELEÇÃO DE 74
Marinho Chagas teve uma das ascensões mais fenomenais do futebol brasileiro. Nascido em Natal em 1952 como Francisco Chagas Marinho, aos 17 anos já se destacava em um pequeno time local, o Riachuelo, e atraía a atenção de um dos grandes clubes do futebol potiguar, o ABC. Em 1971, já arrasava na lateral-esquerda do Náutico, a potência do futebol pernambucano na virada da década de 1960 para os anos 70.
Sem nenhuma consciência tática defensiva, Marinho Chagas acabaria sendo um revolucionário da posição do lateral. Seus rompantes ofensivos viraram sua marca. E sua personalidade forte e ousada, aliada aos cabelos loiros compridos que o renderam o apelido de 'bruxa loira', seu legado. Em 1972, encarou em um campo de futebol pela primeira vez seu grande ídolo, Pelé. Um chapéu aplicado sobre o 10 do Santos virou notícia no Brasil inteiro e sua contratação por um clube do eixo Rio-SP, questão de tempo.
Bastou o cantor Aguinaldo Timóteo, botafoguense fanático e que fazia muito sucesso na época, ligar para o presidente do clube carioca implorando para contratar "um monstro" que ele já conhecia por suas viagens ao Nordeste. No Botafogo, explodiu e virou ídolo imediato.
Em menos de dois anos, estava garantido como titular da seleção brasileira que iria para a Alemanha buscar o tetracampeonato. Seu desempenho foi um resumo da sua carreira: em campo, foi eleito o melhor jogador da Copa de 1974; fora dele, entrou para a história do futebol brasileiro pelo episódio da briga com o goleiro da equipe, Leão.
Chamado pelo lendário comentarista João Saldanha de "Avenida Marinho Chagas" por atacar demais e descuidar da marcação, o lateral foi apontado por Leão por ser culpado pelo gol da Polônia marcado por Lato que tirou do Brasil o terceiro lugar da Copa da Alemanha. Os dois, segundo conta a história e nenhum dos dois desmente, trocaram porrada no vestiário.
As passagens de Marinho Chagas fora das quatro linhas, aliás, formam um histórico dos mais ricos e folclóricos do futebol brasileiro. Ainda nos tempos de Náutico, o jogador brilhou em um amistoso na Jamaica. Cantor no intervalo da partida disputada em Kingston, um tal Bob Marley, que ainda era um desconhecido no resto do mundo, ficou fascinado com a forma de jogar e com o visual desgrenhado de Marinho. No vestiário, o brasileiro levou três discos do mito do reggae, em troca de uma camiseta da equipe pernambucana.
Suas lendas, porém, acabaram fazendo de Marinho Chagas um jogador questionado quando não estava jogando. Tratado como um profissional pouco disciplinado, ele mesmo admitia em entrevistas que gastou demais o caminhão de dinheiro que ganhou no seu auge como jogador. E que os abusos com a bebida prejudicaram muito a sua saúde e suas relações familiares.
Durante os anos 70, entretanto, Marinho Chagas não parava de brilhar. Transferido do Botafogo para o Fluminense, enlouqueceu o então presidente do tricolor carioca, Francisco Horta, ao cobrar pênaltis de maneira peculiar durante a disputa do Torneio Teresa Herrera, em 1977: ele corria para a bola, dava uma paradinha, fazia um giro de 360 graus com o corpo e, quando o goleiro já estava no chão, rolava para a rede.
Nesta mesma excursão, Marinho Chagas teve seus maiores dias como superstar. Em uma festa em um palácio em Nice, na costa mediterrânea da França, o lateral contava – era confirmado pelos presentes – que dançou sensualmente com Grace Kelly, a estrela hollywoodiana dos filmes de Alfred Hithcock e que já era a princesa de Mônaco desde 1956.
A passagem pelo Fluminense foi trampolim para outra aventura internacional de Marinho. Contratado pelo Cosmos de Nova York, o potiguar atuou ao lado do maior craque alemão, Franz Beckenbauer. Transferido para uma equipe menor do futebol dos Estados Unidos (Strikers), voltaria em 1981 para o Brasil, onde defenderia e conquistaria o título paulista pelo São Paulo, encerrando um jejum de conquistas, já que saiu do Rio de Janeiro ser ter vencido nenhum título.
Marinho Chagas passaria ainda por Bangu, Fortaleza e América-RN antes de voltar mais uma experiência nos EUA e o encerramento da carreira na Alemanha, pelo Augsburg, em 1988.