terça-feira, 28 de abril de 2015

BRASIL: O PAÍS DO FUTEBOL E SEUS DESEMPREGADOS DA BOLA

Os 20 mil desempregados do Futebol

POR EDUARDO CONDE TEGA*

Um mesmo ciclo negativo se repetirá no próximo domingo: mais de 20 mil profissionais do futebol brasileiro estarão desempregados, incluindo atletas, treinadores, assistentes técnicos, preparadores físicos, supervisores, roupeiros e massagistas, entre outros.
São profissionais que pertencem a centenas de clubes espalhados pelo Brasil e que ficarão sem atividades até o final do ano, em função do atual calendário promovido pela CBF e suas respectivas federações. Muitas destas equipes irão se despedir da temporada com menos de 18 jogos e as federações repetirão o discurso de que, sem os estaduais, a situação seria ainda pior.
Já os clubes considerados grandes, na outra ponta, poderão jogar um número excessivo de partidas, o que impede uma preparação mais adequada e que impacta diretamente na qualidade do espetáculo.
Em alguns casos serão mais de 80 jogos, número 40% superior ao número de partidas que são disputadas pelas principais equipes da Europa, por exemplo, numa mesma temporada.
Qualquer presidente de federação ou confederação defenderá em tom romântico que o campeonato estadual é responsável por gerar empregos e movimentar a economia nos primeiros meses do ano, mesmo que os números digam o contrário.
Os campeonatos estaduais são unanimidade em modelo deficitário para torcedores, clubes e imprensa.
Exceto para quem organiza e transmite a competição.
Diminuir a quantidade de jogos dos grandes, ao priorizar as principais competições, e aumentar consideravelmente a quantidade de jogos dos clubes de menor porte é fundamental para iniciarmos esse movimento benéfico ao esporte no país.
Os estaduais são um patrimônio histórico e cultural de cada Unidade Federativa, mas há a necessidade de se adequarem à importância que eles têm hoje em dia.
A situação de falência em que se encontram por todos os Estados do Brasil está diretamente relacionada à manutenção dos feudos das federações.
Para eles, maior tempo de calendário para os estaduais significa mais poder e dinheiro.
O atual modelo de governança do futebol brasileiro concentra riquezas nas federações e na CBF, que cavam um buraco ainda maior para os clubes se enterrarem.
É necessário criar viabilidade para clubes do interior, ao resgatar as rivalidades regionais e fomentar a atividade econômica que gira em torno deles.
Mas, essencialmente, os clubes do interior precisam competir, já que não conseguem criar e manter um vínculo com seu torcedor, que hoje passa mais da metade do ano sem ver seu time jogar e assiste aos jogos de equipes grandes pela TV. Principalmente equipes e ligas internacionais.
Um novo formato para os estaduais deve urgentemente ser discutido e implementado por quem dirige o futebol brasileiro.
Mas como os interesses dessas entidades e de seus dirigentes passam longe do desenvolvimento do futebol brasileiro, os clubes ou o Governo deveriam intervir imediatamente.
Os clubes lutam para pagar suas contas, tributos e dívidas; e tem com as federações a mesma relação que um devedor tem com seu gerente de banco.
Já o Governo, tenta fazer da MP 671 um instrumento de decência em conceitos básicos como gestão responsável e limites de mandatos às federações, para inspirar o mesmo formato em outros esportes e levar democracia e gente séria às entidades que deveriam, no mínimo, organizar as competições com competência.
Verdadeiramente, somente teremos mudanças significativas tendo em vista o desenvolvimento do futebol nacional quando o colégio eleitoral da CBF e das federações for ampliado. Quando todos os atletas e clubes tiverem direito a voto na Assembleia Geral e fóruns decisórios das entidades que organizam as competições que estiverem disputando, com o mesmo peso dos demais.
Não é a toa que está esculpida em pedra no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíça, a seguinte frase:

“Sem o atleta não há esporte.”
*Eduardo Conde Tega dirige a Universidade do Futebol.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

CBF SE RENDE AO FUTEBOL ALEMÃO E VAI COPIAR BASE DA ATUAL CAMPEÃ DO MUNDO


CBF oficializa plano para construir


15 CTs de formação no Brasil

Anúncio foi feito nesta segunda-feira por, Alexandre Gallo. Centros serão construídos em estados que não foram sede da Copa do Mundo

Por Rio de Janeiro

O coordenador técnico da base da CBF, Alexandre Gallo, anunciou nesta segunda-feira que a entidade construirá, com a ajuda da Fifa, 15 novos centros de treinamento no país. 

Os CTs, que terão como prioridade a formação de atletas, deverão ser construídos em todos os estados que não foram sede da Copa do Mundo. O primeiro deles já está sendo erguido no Pará.

- A ideia é que cada CT trabalhe com 720 garotos, totalizando 10,8 mil jogadores. Todos trabalhando com uma metodologia única de formação - afirmou Gallo.
A previsão é que os centros de treinamento estejam prontos até 2017. Para Gallo, será uma contribuição importante para o futebol brasileiro. 
- É um legado da Copa que vai ser fantástico para o trabalho de formação no Brasil - completou .
Gallo seleção Brasil Sub-21 (Foto: Felipe Schimidt)Coordenador da base, Gallo quer unificar metodologia de formação do futebol brasileiro (Foto: Felipe Schmidt)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

RECEITAS DE TV LEVA O FUTEBOL BRASILEIRO RUMO À "ESPANHOLIZAÇÃO"


Abismo entre as receitas dos clubes mais ricos do Brasil não para de crescer, diz estudo do Itaú BBA. Problema vem do repasse de receitas de TV


Francisco Loureiro
São Paulo (SP)
Flamengo x Corinthians (Foto: Bruno de Lima/LANCE!Press)
O futebol brasileiro caminha em passos largos em direção à ‘‘espanholização’’, e o principal motor desse processo é a distribuição das cotas de TV, segundo levantamento do Itaú BBA. O termo se refere à situação da Liga BBVA (Espanha), na qual Real Madrid e Barcelona abocanham 55% da receita total do campeonato e boa parte dos títulos nacionais.
No Brasil, o termo ganhou força a partir de 2011, quando a Rede Globo passou a negociar individualmente os contratos de TV e privilegiou os clubes com maior torcida, sobretudo Corinthians e Flamengo, que em 2013 receberam 20% de toda receita de TV do Brasil (R$ 213 milhões).
Para mostrar a concentração das receitas de TV no Campeonato Brasileiro, o Itaú BBA separou os 23 clubes com maior receita em quatro grupos que receberam valores similares da Rede Globo nos últimos anos, e a constatação é preocupante: o abismo só aumentou.
Em 2011, o Grupo 1, formado por São Paulo, Corinthians, Flamengo, Internacional e Atlético-MG tiveram receitas de R$ 980 milhões no total, R$ 257 milhões a mais do que recebeu o Grupo 2 (R$ 722 milhões), formado por Santos, Cruzeiro, Palmeiras, Grêmio e Vasco. Em apenas dois anos, essa distância dobrou, alcançando R$ 577 milhões.
Isto ocorre porque a emissora carioca aumentou o repasse ao Grupo 1 em um ritmo muito superior ao do visto pelo Grupo 2. Entre 2011 e 2013, o repasse ao primeiro escalão aumentou 43%, enquanto o segundo cresceu apenas 22%. A distância para o grupo formado por Botafogo, Fluminense, Coritiba, Atlético-PR e Bahia é ainda maior: de R$ 679 milhões, em 2011, para R$ 877 milhões em 2013. Na média, cada clube do primeiro escalão teve receitas de R$ 281 milhões, contra R$ 106 milhões do terceiro.
Essa distribuição de receitas de TV tem impacto direto nos resultados esportivos dos clubes, segundo o banco. Para efeito de comparação, só a diferença de receitas de TV de Corinthians (R$ 103 milhões) e Palmeiras (R$ 72 milhões) é suficiente para que o alvinegro tenha R$ 2,3 milhões a mais do que o rival por mês. O valor seria próximo do necessário para pagar o salário de três jogadores do nível de Alexandre Pato (R$ 800 mil mensais). Se comparado com o Internacional, décimo clube que mais recebe cotas de TV, a diferença é ainda pior: R$ 50 milhões por ano, ou 3,8 milhões mensais.
O abismo entre o clube que mais recebeu, Flamengo (R$ 110 milhões) e o que menos recebeu, Ponte Preta (R$ 19 milhões), é de 5,8 vezes. Para o banco, os clubes brasileiros deveriam mirar a Bundesliga alemã, onde o Bayern de Munique recebe apenas o dobro do clube pior colocado da liga, o Greuther Fürth.



Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Diferenca-receitas-TV-brasileiro-espanholizacao_0_1225677421.html#ixzz3FTVCXyjR
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QUESTÕES DISCIPLINARES E PROFISSIONAIS NAS CATEGORIAS DE BASE

 em BannerBlogs e ColunasMarcio Cruz 10:44- 7 de outubro de 2014 0 Comentários

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Olá, internautas.
Muito tem se falado a respeito da necessidade de mudanças radicais no futebol brasileiro, a fim de viabilizar o seu desenvolvimento e a melhora como um produto a ser consumido.
Ocorre que, podendo estarmos enganados, não nos deparamos com propostas concretas de uma revolução nas categorias de base dos clubes, além das questões técnicas e táticas.
Toda profissão requer grandes aprendizados e estudos, para que seja alcançado o ápice profissional com a excelência exigida durante a preparação, como estudo básico, fundamental, médio, superior, conhecimentos específicos de especialização, MBA, pós graduação e, em algumas áreas, até mestrado e doutorado. Por que o futebol não é encarado dessa forma?
Deve o atleta de futebol encarar o ambiente em que convive como sua profissão e, assim sendo, agir como um profissional, devidamente preparado. Mais que formar-se atletas com habilidades e aptidões técnicas, táticas e físicas, já é hora de serem implementadas medidas visando a profissionalização do atleta de futebol nos clubes.
Infelizmente, poucos são os atletas que adotam uma postura profissional durante as suas carreiras, mesmo com uma parcela, ainda que mínima, recebendo vencimentos muito acima de profissionais como CEO, Magistrados, Médicos, entre outros, os quais necessitam de grandes investimentos para alcançarem a excelência profissional.
Não se trata de nenhuma crítica aos salários recebidos, muito pelo contrário, se os atletas os recebem, é devido a uma parte que está proposta a pagá-los, restando configurados como lícitos e merecidos. Ocorre que não é de hoje que, principalmente em relação aos brasileiros, exige-se uma postura mais profissional dos atletas de futebol, notadamente quando alçam voos em terras internacionais.
Quais medidas poderiam ser eficazes para essa implementação profissional? Embora não sejamos nenhum Expert da área de Gestão Esportiva, acreditamos que o primeiro passo para a conscientização e implementação do “Profissionalismo”, isso mesmo, com “P” maiúsculo, no futebol, seria a adoção de medidas padrões aplicáveis desde as categorias de base iniciais, a partir das equipes Sub-11.
Inicialmente é necessário dar estrutura básica para os atletas desde a iniciação no esporte, como a disponibilização de alimentação adequada, apoio assistencial, psicológico e nutricional, aparelhamento apto a desenvolver a forma física, alojamentos com infraestrutura, educação, cultura e lazer. A partir do atendimento aos requisitos básicos de desenvolvimento humano, ficaria mais fácil implementar um perfil profissional e exigir uma postura mais séria e disciplinada dos atletas.
Além da profissionalização, necessário se faz ensinar aos atletas as regras básicas da modalidade esportiva, assim como a existência e a sujeição às medidas disciplinares previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva e em outras áreas ligadas ao esporte.
Citadas medidas, devem servir exatamente como uma Universidade do Atleta, de forma a viabilizar a formação do Jovem Atleta, preparando-o para o futuro profissional e, assim, poder encarar o futebol como uma efetiva profissão e meio para a sua vida e subsistência própria e de sua família.
A implementação de tais medidas, embora adotadas de forma básica em remotas entidades de prática desportiva, deveria ser encarada de maneira mais séria e enérgica, trazendo reflexos naquela que é considerada uma parcela soberana no futebol profissional nacional, onde a maioria dos atletas, ganham baixos salários, trabalham em condições precárias, muitas vezes em condições análogas a de escravo, submetendo-se ao referido cenário, tudo pela busca incessante de um grande sonho.
Idealmente falando, não seria necessário exigir-se tal postura das entidades de prática desportiva, eis que a ordem natural do homem médio, impõe que estas fossem adotadas e cumpridas espontaneamente, agindo na linha da Teoria do Risco Integral, onde aquele que se submete a ingressar no mercado deverá suportar os riscos da atividade empresarial, não havendo se falar que se tratam de associações sem fins lucrativos, quando a realidade expressa é totalmente o contrário.
Sabemos que o futebol carece de várias medidas a serem urgentemente implementadas a fim de viabilizar a manutenção de diversas entidades, porém de nada adianta a mudança, sem que seja iniciada pela origem e o nascimento de tudo, ou seja, como a própria expressão sugere, a base de tudo é a “base”.
Importante a conscientização dos dirigentes esportivos de que o mundo atual, exige do esporte a profissionalização e a estruturação de um modo geral, a fim de viabilizar o sucesso futuro, fazendo parte desse processo manter uma equipe de profissionais relacionadas a todas as áreas que envolvam a prática desportiva, pelo que sem tal receita, o êxito estará jogado ao acaso.
Foi um prazer tratar de mais um tema jus desportivo com todos os internautas e voltaremos em breve.
Abraço a todos.

MARCIO CRUZ
Advogado especialista em Direito Desportivo
www.mcadv.adv.br
marciocruz@mcadv.adv.br

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O PRIMEIRO PASSO PARA UM ACERTO ENTRE CBF E BOM SENSO

CBF e Bom Senso acenam com criação de órgão independente de fiscalização

Pedro Lopes
Do UOL, em São Paulo


  • Bom Senso vê reunião como avanço significativo na discussão fiscal dos clubes
    Bom Senso vê reunião como avanço significativo na discussão fiscal dos clubes

De acordo com a conversa desta quinta, a criação do órgão independente de fiscalização dos clubes seria incluído na Lei de Responsabilidade Fiscal, que deve ser votada em setembro pela Câmara dos Deputados.  
"A reunião foi excelente, saímos muito otimistas. Foi um grande passo para a melhoria do futebol. As arestas foram quase todas apagadas. Estamos falando a mesma língua", afirmou Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba e espécie de interlocutor da CBF na questão.
"Foi uma das primeiras reuniões animadoras, com o consenso sobre a criação de um órgão fiscalizador. O que falta definir é como ele será composto e finalizar isso com a CBF e a comissão de clubes. A reunião também acabou com muito 'diz-me-diz' que tinha. Há um consenso a partir de agora", manifestou Ricardo Borges, representante do Bom Senso na reunião em São Paulo.
De acordo com estudos preliminares feitos pelo Bom Senso, o órgão de fiscalização independente proposto teria o custo de R$ 3,5 milhões por ano, com 15 funcionários. Na reunião desta quinta ficou acertado que o modelo passará por uma rediscussão. No entanto, a CBF se mostrou disposta a arcar com os custos.
"O custo desse instrumento é muito pouco se comparado com o benefício que ele trará ao futebol brasileiro", indicou Vilson Ribeiro de Andrade.
Ainda existem outras pendências para que a Lei de Responsabilidade Fiscal seja votada. Os clubes concordam com o uso da taxa de juros no financiamento e aguardam uma resposta definitiva do governo para acertar o parcelamento e o prazo.
Na reunião desta quinta, o Bom Senso também manifestou o desejo de maior periodicidade de fiscalizações de cumprimento das responsabilidades fiscais e trabalhistas. O movimento de jogadores ouviu dos clubes um sinal positivo sobre a demanda, e esta fiscalização pode ser até mensal.
Representantes do Bom Senso se reúnem na próxima segunda-feira com o Ministério do Esporte para continuar debatendo detalhes sobre a questão.
OPINIÃO: Eu não acredito em nada do que foi dito nessa matéria, porque para isso tudo realmente acontecer, teríamos que começar do zero, fechando a porta dos clubes e fazendo uma caça as bruxas, e isso é o que a CBF, a bancada da bola e muitos empresários mais abominam para não dizer que eles tem medo.

SEM MUDANÇAS AS COISAS CONTINUAM NA MESMA - SUB-20 COM DOIS EMPATES NO TORNEIO DE COTIF


Nova geração do Brasil decepciona novamente e empata no Sub-20 com Equador


O torcedor brasileiro que queria curar a ressaca da Copa do Mundo com a futura geração da seleção ganhou mais um motivo para ficar preocupado. Nesta quinta-feira, o time sub-20 do Brasil, comandando por Alexandre Gallo, tropeçou pela segunda vez no Torneio de Cotif, na Espanha. Agora, as dificuldades vieram no confronto contra o Equador e mais uma vez a equipe empatou, desta vez por 0 a 0.

O que os nossos dirigentes estão pensando é que em 30 dias vamos mudar tudo no futebol brasileiro, precisamos de tempo e não será essa geração de garotos mimados que vão fazer essa mudança drástica.


A seleção de Gallo já havia decepcionado na estreia do torneio contra a seleção do Qatar, quando parou no 1 a 1. Desta vez, contra os equatorianos, a equipe teria de superar o primeiro jogo ruim e o líder da competição com duas vitórias em dois jogos. Mas os brasileiros pouco apresentaram, e a torcida não pôde comemorar nem um gol.



Para não cair ainda na primeira fase da competição, a seleção brasileira terá mais dois jogos pela frente. No entanto, a missão não será fácil, pois a maratona coloca duas partidas no fim de semana, uma no sábado e outra no domingo. Os adversários serão a China e o Valencia, respectivamente.



Fases do jogo: Pressionada pelo resultado decepcionante na estreia, a seleção brasileira dominou praticamente todo o primeiro tempo nesta quinta. Mas a posse de bola não se transformou  em chances de gol. Tirando um lance ou outro de Gabriel, o Brasil praticamente não ameaçou o gol equatoriano. Do outro lado, o adversário, que já havia conquistado duas vitórias na competição, só se arriscava em contra-ataques.



A postura equatoriana mudou um pouco no segundo tempo, muito pelas constantes falhas defensivas da seleção brasileira. Em menos de dez minutos, o goleiro Marcos Felipe foi ameaçado em duas oportunidades. Mas apesar de estar pior na partida, foi o Brasil quem teve a melhor oportunidade na partida. Gabriel, livre na área, recebeu um cruzamento perfeito de William, mas cabeceou nas mãos do goleiro.



Curiosamente, foi justamente com a saída do jogador do Santos que o time melhorou. Mosquito entrou em campo e só não conseguiu inaugurar o placar graças a intervenções do goleiro.



O melhor: Gabriel – Foi dos pés do atacante santista que saíram as chances mais perigosas do Brasil. Tanto em bolas paradas como em jogadas criadas por ele com Danilo.



O pior: Defesa – Enfrentando um time que pouco atacou, a seleção brasileira sofreu alguns sustos, muito por erros individuais de seus zagueiros.



Chave do jogo: Chute para frente e bola na área foram as principais jogadas da seleção brasileira na partida. Bem postados na defesa, os equatorianos passaram poucos sustos ao longo dos 70 minutos.



Toque dos técnicos: O técnico Alexandre Gallo até corrigiu o problema da estreia na lateral direita, quando Auro foi muito mal. No entanto, se William acertou o lado do campo, o sistema defensivo seguiu falhando em bolas fáceis. Nos minutos finais, o time teve ligeira melhora com a entrada do jovem Mosquito, que chegou a ameaçar o goleiro equatoriano em diversas oportunidades consecutivas.



Para lembrar:

A seleção sub-20 foi acompanhada de dois torcedores especiais nesta quinta-feira. Dunga, técnico da equipe principal, e Gilmar Rinaldi, coordenador da CBF, estiveram no estádio para ver a atuação.


Uma breve confusão marcou o primeiro tempo da partida quando os jogadores trocaram empurrões. Mas a briga não foi para frente após o juiz dar cartão amarelo para Danilo e Gabriel Cortez. Um outro momento de tensão foi marcado pela expulsão de Chala ao dar uma cotovelada em Mosquito.



Na partida de estreia, o técnico Alexandre Gallo culpou o gramado sintético pela atuação ruim de sua equipe. Pelas dificuldades em muitas jogadas, o time ainda não conseguiu se adaptar ao campo diferente do convencional.



Como a competição é feita com jogos em todos os dias, o regulamento do torneio temtempos de apenas 35 minutos.

O meia Boschilla, que foi titular na partida da estreia e ficou como reserva neste duelo, conseguiu ser expulso mesmo sem entrar em campo. Ele recebeu o vermelho ao arranjar confusão com um atleta do Equador.

sábado, 9 de agosto de 2014

CBF QUER ACABAR COM A FARRA DOS EMPRESÁRIOS NAS CATEGORIAS DE BASE

GAZETA PRESS
José Maria Marin e Marco Polo Del Nero foram criticados pelo Bom Senso
José Maria Marin e Marco Polo Del Nero foram criticados pelo Bom Senso
A CBF vai aproveitar o adiamento da aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal para incluir alguns pontos que lhe interessam e tentar fazer uma mudança na estrutura do futebol brasileiro, retornando ao passado. A entidade quer acabar com o poder dos empresários e vai propor a volta do extinto 'passe' de jogadores para os clubes, por meio de um pedido de alteração na Lei Pelé, que fora aprovada em 1998 e passou a valer em 2001. 
Segundo o deputado Vicente Cândido, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, a proposta ainda está sendo redigida e vai aparecer na emenda do projeto das dívidas, que deve ser levado para a Câmara dos Deputados depois das eleições, segundo o presidente do órgão afirmou no meio desta semana. O objetivo é ajudar os times a voltarem a lucrar com a formação de atletas e, por consequência, fazer com que eles se dediquem a isso.
"A CBF quer acabar com o poder dos empresários. É isso que tem atrapalhado a formação dos jogadores, que tem que ser a base do futebol brasileiro. A gente não forma mais e quando forma o clube vende e não ganha nada com isso. Não é certo. Isso precisa ser mudado urgentemente", afirmou o deputado, que também é sócio de Marco Polo Del Nero em um escritório de advocacia, para o ESPN.com.br, em Brasília. 
"A proposta está sendo redigida e vai entrar nas propostas de emendas para a Lei de Responsabilidade Fiscal. Além de outras coisas que já estão acertadas que vão entrar, coisas que faltavam, vai entrar isso. É o que a CBF quer e ninguém ainda no Congresso se manifestou contra isso. A proposta é para que o passe volte a existir e de que o passe seja inteiramente do clube. Assim, os empresários perderão a força", completou. 
Nos últimos meses, o secretário de Futebol do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento, se colocou contrário a ideia de incluir o tema dos empresários na Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele tem dito que assuntos como esse devem ser discutidos depois da aprovação do projeto, deixando apenas a questão do refinanciamento das dívidas para esse primeiro momento.
O passe
Na época em que o passe existia, os empresários atuavam apenas como agentes das transferências, mas não eram donos do que hoje é chamado de direito econômico dos jogadores - as equipes são donas dos direitos federativos, que é o vínculo do contrato com as agremiações. Sendo assim, eles ganhavam com a intermediação de um time para o outro, mas não lucravam nada do valor negociado da compra e venda.
Sem dinheiro, muitas diretorias atualmente negociam fatias dos direitos dos atletas com investidores para poder conseguir recursos para pagar salários, ou impostos, ou outras despesas dos clubes, mantendo o jogador no elenco.